terça-feira, 10 de março de 2015

O aprendizado, partindo da concepção de Vygotsky, requer o social para se estabelecer. O homem só é homem através do contato com a humanidade. Não que não seja capaz de sê-lo, que não tenha os meios biológicos para sê-lo, mas falta-lhe o subsídio para sê-lo, que é o contato com o humano.
Daí, pode-se pensar na concepção cíclica do homem em sua humanidade. Como em Nietzsche, em seu eterno retorno, não há origem, não há homem originário. O homem se faz homem sendo homem, vivenciando e compartilhando sua humanidade.
Por outro lado (aí vem a parte dura e cruel da sociedade de classes), vivendo em um determinado grupo social, o indivíduo adquire determinados hábitos típicos e necessários a sua noção de pertencimento. E a sociedade de classes destaca e valoriza (ou desvaloriza) determinados hábitos conforme sua necessidade de sobrepujar o outro, ficando fácil inculcar, através dessa valorização ou desvalorização, a aceitação de determinadas funções e posições sociais.
Lendo Psicologia na Educação de Davis e Oliveira:
Davis, Cláudia; Oliveira, Zilma de Moraes Ramos. Psicologia na Educação. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2010.

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